quarta-feira, 6 de abril de 2011

Entrevista com Pedro Lourenço para Revista Marie Claire



Confira a entrevista de Pedro Lourenço para a Revista Marie Claire:
" Por Glauco Sabino

Há três estações, Pedro Lourenço lança suas coleções na Semana de Moda de Paris, onde é o único brasileiro a integrar o calendário oficial de prêt-à-porter da capital francesa. Na última temporada, realizada em março, Pedro apresentou peças mais comerciais em relação às edições anteriores – ou "usáveis", como ele mesmo explica nesta entrevista ao site Marie Claire.

Aos 22 anos, o estilista é considerado um “jovem muito promissor” por veículos importantes, como o site americano Style.com, e é acompanhado de perto pela respeitada Suzy Menkes, editora do “International Herald Tribune”. A expert é cadeira cativa em suas apresentações. Orgulho nacional da moda, ele afirma que seu design é global, sem regionalismos. Mas isso não o impede de querer criar para o público brasileiro de maneira mais acessível. O resultado desse desejo poderá ser visto em breve, assim que chegar às lojas sua primeira coleção fast-fashion para a marca Riachuelo. Pedro não comenta muito o assunto, mas sinaliza:“Meu interesse é ver mais gente bem vestida”. Confira o bate-papo completo: 

Marie Claire: Havia certa cobrança da imprensa por peças mais comerciais nos seus desfiles em Paris. E, realmente, nessa terceira coleção parece que você veio com essa preocupação. É isso mesmo? 
Pedro Lourenço:
 A proposta dos dois primeiros desfiles era reforçar a imagem e o conceito da marca Pedro Lourenço de uma maneira quase obsessiva. Acredito que a palavra comercial não se aplica a um desfile de moda hoje em dia. Mas a palavra usabilidade sim. Nessa coleção quis mostrar pontos de vista da marca de uma maneira mais “easy”, ainda que com a mesma força em termos de imagem. 

M.C: Você pretende seguir o caminho traçado por Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, associando seu nome a outros produtos não ligados à moda? 
PL: 
Sim, mas desde que seja com marcas com as quais eu tenha sinergia e com produtos em que eu realmente acredite. 

M.C: Sendo um estilista brasileiro, mas morando fora e criando para apresentar primeiro em uma semana de moda parisiense, como você enxerga os regionalismos na moda? Isso existe? 
PL:
 Acredito que a moda hoje seja global. Existem referências que estão inconscientes na expressão de um estilista e elas vêm da vivência pessoal, da cultura nativa. Essas referências podem estar presentes na criação, mas não vejo a necessidade de que isso ocorra sempre. Pelo menos não é com isso que me preocupo na marca. A moda procura estilistas com ponto de vista mundial e que possam trazer produtos que geram desejo no mundo todo. 

M.C: A que você credita essa forte onda de redes de fast-fashion se aliando a já renomados estilistas? 
PL:
 Essas redes já trabalham sob estruturas e processos eficientes e carregam um know-how indiscutível. O que elas querem, na minha opinião, é aliar design aos seus produtos. Já do meu ponto de vista, de estilista, o interesse é ver mais gente bem vestida. Mas do que tendências das araras, é bom ver o consumidor com a vontade de um estilista, interessado num nome, num ponto de vista forte, com estilo e opinião bem definidos. 

M.C: Você pretende abrir loja no Brasil? 
PL:
 Divulgarei novidades quando for o momento. Hoje vendo na Daslu, em São Paulo, para quem inclusive criei uma coleção exclusiva, na Dona Coisa, no Rio de Janeiro, na Fizzy em Campinas, e na Comercial, em João Pessoa. Já no mundo temos pontos de venda nos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, China e na internet, no site WatchThatLabel.com, que será lançado no próximo mês. 

M.C: Quem são os novos estilistas que despontam no Brasil, na sua opinião? 
PL: 
Acho o Lucas Nascimento muito talentoso e com grande potencial de conquistar seu lugar na moda mundial. Além da excelente técnica que ele tem ao trabalhar com tricô, uma matéria-prima nada fácil, a gente percebe que ele tem um certo nível cultural e referencial. Há pesquisa por trás do trabalho dele, um exercício de pensamento. 

M.C: O que é atual na moda? 
PL:
 Acho difícil definir. Crio pensando numa moda atemporal e minhas referências são também de criadores que pensaram além do momento. O desejo do estilista é sempre estar mudando. Apesar de ter proposto calças e comprimentos médios na última coleção, o atual mesmo na moda é o estilo próprio, é aquela pessoa que sabe colocar seu ponto de vista acima de modismos. Eu sou contra as tendências. "
Fonte e foto: Revista Marie Claire

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4 comentários:

  1. Adorei o seu blog e a entrevista tbm estou te seguindo segue tbm bem :
    http://worldluck.blogspot.com/

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  2. não sou muito fã de seu trabalho , mas a entrevista ficou ótima ...parabéns pelo blog , bem antenado.. ja sigo

    http://andyantunes.blogspot.com/

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  3. eu gosto de algumas coleções...
    acho bem interessante e bem feitos!!
    já estou te seguindo Andy, desde a semana passada.
    Bjos...

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